Clube do Vinho

TORRONTÉS: A FACE BRANCA DA ARGENTINA

O vinho argentino tem invadido o mercado brasileiro devido ao preço acessível. Mas há um vinho que é um pouco desconhecido: o torrontés.

 

A origem da uva torrontés é um pouco controversa. Alguns acham que tem origem espanhola (Galícia, noroeste da Espanha), outros que seria um cruzamento da italiana Moscato de Alexandria com a nativa Criolla Chica. De toda sorte, é uma uva que se adaptou perfeitamente na Argentina. 

 

Conhece-se, pelo menos, três variações dessa uva:

 

Torrontés Riojano; 

Torrontés Sanjuanino;

Torrontés Mendocino. 

 

De todas essas, a mais plantada e a mais aromática é a Torrontés Riojano.

 

Enquanto o malbec é a uva emblemática dos tintos argentinos; dos brancos é a torrontés.

 

É uma uva muito aromática, que lembra vagamente uma gewuztraminer e até um viognier. Tem notas florais, pêssegos e lichias.

 

A região que melhor produz é em Cafayate, na província de Salta, norte da Argentina (região com mais de dois mil metros de altitude).

 

Não é um vinho de guarda, deve ser bebido jovem (com um ou dois anos de idade). É uma boa opção para quem quer beber um vinho branco aromático e refrescante, mas que custa barato. Normalmente, encontra-se vinho a partir de R$ 20,00.

 

Vinhos recomendados desta uva:

 

a) San Pedro de Yacochuya (Argentina);

b) Etchart (Argentina);

c) Crios (Argentina);

d) Alta Vista Premium (Argentina);

e) Santa Julia (Argentina);

f) Cisplatino (Uruguai);

g) Quara (Argentina);

h) Sur de Los Andes (Argentina);

i) Tapiz (Argentina);

J) Leonardo (Argentina)

 

Saudações enológicas.

 

Welington Andrade.